“O que ganhaste com tanta meditação?, perguntaram uma vez a um mestre de Yoga. Este, surpreendentemente, respondeu:

“Nada! Contudo, deixa-me dizer-te o que perdi: raiva, ansiedade, depressão, insegurança e medo de envelhecer e da morte.”

2500 anos depois…

A meditação desacelera o envelhecimento, inibindo a perda de substância cinzenta cortical, podendo estas alterações estruturais positivas acontecer com somente 8 semanas de meditação do tipo mindfulness-based stress reduction (MBSR) (Luders e col. 2009, 2012; Singleton e col. 2014).

A meditação pode provocar alterações químicas e novas elaborações de circuitos neurais cerebrais, positivos a ponto de melhorar o estado e alertar a capacidade de resolução de conflitos (Tang e col. 2007), melhora a eficiência da substância branca cortical nas zonas associadas ás funções de regulação própria, com apenas algumas horas de meditação (Tang e Posner 2012). Após somente 8 semanas de MBSR notam-se melhorias nas ligações cerebrais intrínsecas relacionadas com a referenciação própria e os campos audio-visuais, melhorando assim a atenção focada, processamento sensorial e a percepção de experiências sensoriais (Kilpatrick e col. 2011).

A meditação aumenta as funções de regiões especificas do cérebro relacionadas com o controlo cardio-respiratório, aprendizagem, memória, regulação emocional, sensação do “eu” e ponderação. (Leuders e col. 2009; Vestergaard-Poulsen e col. 2009; Kangne col. 2013; Pickut e col. 2013; Leung e col. 2013; Singleton e col. 2014).

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