Queremos vidas tranquilas, plenas, satisfatórias, felizes e realizadas, independentemente de todos os desafios e dificuldades inerentes ao nosso dia a dia.
Queremos sentir-nos entusiasmados, alegres, motivados, “vivos” e com uma visão colorida da vida.
E tudo isto está ao nosso alcance, por muito que pareça o contrário… Fazemos cada vez mais coisas em menos tempo… a escassez de tempo é o padrão e o não apreciar as atividades também. A ideia de que isto está ao nosso alcance parece distante.
Vivemos numa maré de reboliço constante de novas oportunidades, novos desafios, novas escolhas, novos problemas, que nos provocam ondas sucessivas de expansão e contracção.
Como navegamos nestas águas é uma escolha efetivamente nossa. Somos nós que temos o leme. Para conseguirmos navegar saudavelmente, desenvolver Resiliência é fundamental porque nos vai dar não só a resistência que precisamos para suavizar os embates da vida como a flexibilidade necessária para nos adaptarmos a eles.
Esta Resiliência vai-nos permitir interpretar os acontecimentos com clareza e dar-lhes a resposta adequada, dando-nos a possibilidade de ajustar os resultados gerados.




Compaixão
Mas há um hábito que deveria fazer-nos questionar a todos: ser mais compassivo. E antes de tudo, temos de ser compassivos para nós próprios. Curiosamente, os motivos pelos quais não somos mais compassivos com os outros são os mesmos que nos levam a não ser compassivos connosco mesmos.
O psicólogo americano autor dos livros “Inteligência Emocional” e “A Mente Meditativa”, Daniel Goleman, tentou responder a essa pergunta numa palestra do TED (13min), intitulada justamente “Porque não somos mais compassivos?“, que segue abaixo com legendas em português disponíveis. Entre perguntas, pesquisas e experiências pessoais, Goleman tenta identificar onde está o problema que impede os seres humanos de simplesmente serem mais compassivos uns com os outros.

A resposta de Goleman inclui três fatores: a pressa, a atenção excessivamente em si mesmo e a distração. Generalizando um pouco, podemos dizer que os três são distorções psicológicas profundamente arraigadas e crescentes na cultura atual: a pressa como perceção de tempo escasso, de carência, de não-abundância, de ter que fazer muito o tempo todo; a atenção a si mesmo como uma das inflamações do ego, que se baseia na própria preocupação em si mesma incessante; e a distração como uma fraqueza mental, convenientemente muito bem explorada e cultivada pela indústria da informação, do entretenimento e do consumo em geral (e o que não está imerso nisso hoje?). Qualquer um desses três fatores já seria suficiente para alvejar a compaixão, seja ela natural ou desenvolvida, imagine juntos. E quando falo “cultura atual”, isso pode ser um desserviço, pois estamos falando mesmo de eu e você. A cultura atual como entidade responsável por meus atos não existe. O que está em mim é o que conta. A pergunta então pode ser: porque eu não sou mais compassivo? Estou com pressa? Estou muito voltado a mim mesmo? Estou distraído?

Daniel Goleman: Why aren’t we more compassionate?

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